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Bolsonaro exalta liberdade e elogia indiretamente a ditadura

O presidente Jair Bolsonaro optou por fazer um discurso no Dia da Independência mais voltado ao passado do que aos problemas atuais enfrentados pelo Brasil. Sem mencionar a pandemia de covid-19 ou os altos níveis de desemprego, ele exaltou momentos da história nacional e afirmou ter compromisso com a liberdade e a democracia, embora tenha exaltado, indiretamente, o período da ditadura militar.

“Ainda no século 19, durante o período do Império, fomos invadidos e agredidos, derrotando a todos. Já no século 20, durante a Segunda Guerra Mundial, a Força Expedicionária Brasileira foi à Europa para ajudar o mundo a derrotar o nazismo e o fascismo”, discursou, em rede nacional de rádio e televisão.

Bolsonaro ainda fez um elogio indireto à ditadura militar. Sem citar o regime de exceção, mencionou “a sombra do comunismo” que ameaçava o país nos anos 1960. “Nos anos 60, quando a sombra do comunismo nos ameaçou, milhões de brasileiros, identificados com os anseios nacionais de preservação das instituições democráticas, foram às ruas contra um país tomado pela radicalização ideológica, greves, desordem social e corrupção generalizada”, disse.

No início, o presidente mencionou a identidade nacional, “desenhada com a miscigenação entre índios, brancos e negros”, e encerrou reafirmando “amor à Pátria” e compromentendo-se “com a Constituição e com a preservação da soberania, democracia e liberdade” (assista ao vídeo e leia a íntegra do discurso abaixo). O tema da soberania, por sinal, também foi abordado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em vídeo também divulgado nesta segunda-feira, com críticas a Bolsonaro.

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