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Bolsonaro foi alertado sobre gravidade na Educação, afirma senador Jader

Um minucioso relatório de 265 páginas elaborado por uma comissão parlamentar formada em abril pela Câmara dos Deputados, revela um quadro dramático sobre o planejamento e a execução de políticas públicas conduzidas pelo Ministério da Educação, uma das pastas mais importantes para a formação de futuros cidadãos brasileiros. “O diagnóstico é desolador e mostra que a fragilidade do planejamento e da gestão do MEC afetou diretamente a formulação e a implementação das políticas educacionais”, diz o relatório, ao qual o DIÁRIO teve acesso.

O documento vai ser divulgado oficialmente nesta terça, dia 3 de dezembro. O relatório é minucioso e classifica a atual gestão do Ministério da Educação como “insuficiente”. As conclusões e recomendações serão entregues ao Tribunal de Contas da União

De acordo com o documento, a Política Nacional de Alfabetização, que traça as diretrizes para ações e políticas governamentais, não avançou. O caderno com o conteúdo do Plano Nacional da Educação (PNE), por exemplo, só foi lançado no final do mês de agosto, ou seja, há três meses, e não chegou ainda aos estados e municípios.

A cartilha traça o plano de ação detalhado para a redução dos índices de analfabetismo nas diferentes etapas e modalidades da educação básica. Ou seja, no final do ano letivo as escolas em todo o país não sabem ainda quais projetos e atividades terão prioridade para a educação básica.

A gravidade da situação da educação preocupa o senador Jader Barbalho (MDB) que já havia alertado ao presidente Jair Bolsonaro e ao atual ministro da Educação, Abraham Weintraub, os riscos que o país corria, ao não priorizar recursos e atenção especial ao Ministério da Educação.

“Alertei tanto ao presidente quanto ao atual ministro que a baixa execução orçamentária em diversos programas seria catastrófica para a educação. Destaquei, inclusive, que os constantes bloqueios feitos pelo governo federal na área da Educação geravam enormes preocupações nas regiões mais pobres do Brasil. E não poderia ser diferente no caso do Pará, onde a maioria da população depende das escolas públicas para conseguir estudar” lembrou o senador.

Jader lamenta que os apelos feitos ao presidente da República não tenham sido atendidos na época em que encaminhou à Bolsonaro um levantamento feito pela Consultoria de Orçamento do Senado Federal, revelando todos os bloqueios feitos no Ministério da Educação.

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