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Em carta, delegados federais pedem ‘distância republicana’ a Bolsonaro

 

A reação da instituição ocorre em meio a especulação de que o presidente irá indicar o delegado Alexandre Ramagem, amigo íntimo da família Bolsonaro, para o posto de diretor-geral da Polícia Federal, até então ocupado por Mauricio Valeixo, demitido na semana passada e pivô do confronto entre Bolsonaro e o ex-ministro da Justiça Sergio Moro. Valeixo foi exonerado após recusa de Moro em trocar a chefia da PF e atender pedido do presidente para colocar no lugar alguém que ele pudesse ligar e pedir detalhes de relatórios de investigação. Diante da pressão, Moro deixou o cargo e acusou Bolsonaro de uma série de crimes de responsabilidade envolvendo a PF.

Na mesma carta, a associação pediu ao presidente que dê autonomia ao próximo diretor-geral da corporação para montar sua equipe e definir as investigações com base em aspectos técnicos “sem obrigações de repassar informações ao Governo Federal, ou instaurar ou deixar de instaurar investigações por interesse político ou intervir em qualquer outra já existente”. “Tais medidas irão construir um ambiente institucional menos tenso e, certamente constituirão um legado de seu governo para o Brasil”, escreveu a associação de delegados.

Ramagem é amigo do vereador Carlos Bolsonaro, com quem confraternizou em uma festa de Ano-Novo na última virada de ano. O filho do presidente é investigado pela PF acusado de ser o mandante do chamado gabinete do ódio, estrutura montada no Palácio do Planalto que arregimenta um exército virtual focado em atacar desafetos do presidente nas redes sociais com apoio de empresários.

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