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Os riscos que a escalada da tensão política sinaliza para a democracia

MAU SINAL - Avenida Paulista: grupo anti-Bolsonaro enfrenta a PM  Andre Penner/AP/.

As recentes manifestações de rua contra o bolsonarismo inauguraram uma nova e barulhenta fase da vida política nacional. Sem que fosse respeitado o isolamento social, torcedores organizados de times de futebol e torcidas “antifascistas” saíram de casa a pretexto de defender a democracia, mas se envolveram em brigas com os apoiadores do presidente e a polícia em São Paulo e no Rio de Janeiro. Em Curitiba, black blocs provocaram vandalismo. Casos que contribuíram para o acirramento político. “Pusemos na balança: vamos ficar sentados esperando morrer de Covid-19 ou ficar desempregados, ver a ditadura voltar e não fazer nada?”, justifica Chico Malfitani, do time de fundadores da corintiana Gaviões da Fiel, um dos grupos que foram à luta. Nada de bom pode sair de um embate entre bolsonaristas radicais e integrantes de bandos acostumados a barbarizar dentro e fora dos estádios. Mais preocupante ainda é o fato de que novos protestos de organizadas estão marcados para o próximo domingo, 7, reforçados pela adesão de movimentos sociais da Frente Povo Sem Medo, chefiada pelo ex-candidato à Presidência pelo PSOL Guilherme Boulos. Em um raro momento de lucidez, o presidente conclamou seus apoiadores a permanecer em casa, mas é difícil prever com que intensidade a ordem será obedecida, a começar pelo próprio Bolsonaro, que se habituou nos últimos tempos a prestigiar manifestações de simpatizantes a favor da volta da ditadura militar e contra instituições como o STF e o Congresso.

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