João de Deus deixa presídio para participar de audiência em Anápolis: ‘Estou morrendo’

João de Deus deixa presídio para participar de audiência em Anápolis: ‘Estou morrendo’

Cinco dias após sair de um hospital e voltar à cadeia, João Deus deixou mais uma vez o Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana, nesta quinta-feira (10). Desta vez, para uma audiência no Fórum de Anápolis, que fica a cerca de 60 Km de onde ele está preso. Segundo o Ministério Público, o processo é sobre arma e munições encontradas na casa dele.

João de Deus chegou por volta das 15h10 e permaneceu no local por cerca de dez minutos e não foi ouvido na audiência. Andando com dificuldade e apoiado na bengala, ele falou sobre como está sua saúde.

“Vocês estão vendo que eu estou morrendo. “Eu tenho câncer” afirmou o preso, que é acusado de abusos sexuais durante atendimentos espirituais e que sempre negou os crimes.

Apesar de ter ficado internado em um hospital por quase uma semana, ele foi liberado para retornar ao presídio após a realização de exames, porque a equipe médica entendeu que ele tinha condições de ser tratado no ambulatório do Complexo Prisional.

João de Deus foi a Anápolis participar de audiência — Foto: Thiago Vieira/TV AnhangueraJoão de Deus foi a Anápolis participar de audiência — Foto: Thiago Vieira/TV Anhanguera

João de Deus foi a Anápolis participar de audiência — Foto: Thiago Vieira/TV Anhanguera

‘Queimadas em terras indígenas não são causadas por índios’, diz bispo do Pará

Um dos participantes do Sínodo dos Bispos sobre a Amazônia, Dom Wilmar Santin, bispo prelado de Itaituba, afirmou nesta quinta-feira (10) que as terras indígenas do Pará vêm sendo pressionadas pelo garimpo e pelo desmatamento. Ele é um dos bispos da Amazônia que têm relação muito próxima com os indígenas – no seu caso o povo mundurucu.

Em conversa com o G1, Dom Wilmar explicou que a maior parte das queimadas na Amazônia é fora das terras demarcadas. E, segundo ele, mesmo quando há queimadas em terras indígenas, esses focos de incêndio não são provocados pelos próprios índios.

“Esse aumento não vem dos indígenas. Quando usam o fogo, eles colocam numa área muito pequena, só mesmo para poderem fazer a agricultura”, conta o bispo carmelita.

A terra indígena Karipuna, que tem 153 mil hectares e fica em Rondônia, é a mais ameaçada quando o critério é o número de focos no entorno do limite demarcado, segundo dados do Programa Queimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Aldeia Karipuna tem 153 mil hectares em Rondônia — Foto: Fábio Tito/G1Aldeia Karipuna tem 153 mil hectares em Rondônia — Foto: Fábio Tito/G1

Aldeia Karipuna tem 153 mil hectares em Rondônia — Foto: Fábio Tito/G1

Dia do Fogo

“A maior parte das queimadas é em outros lugares, fora das terras indígenas. E foi na minha região que tivemos o tal ‘Dia do Fogo’.”

Ele se refere à recente mobilização de proprietários de terras da Amazônia, que decidiram botar fogo no mesmo dia em várias partes da floresta. “Foi aí que o ciclo da chuva que leva nuvens da Amazônia para chover em São Paulo levou fumaça e apavorou tudo”, disse Dom Wilmar.

Segundo Dom Wilmar, em sua experiência, os focos de queimadas em terras indígenas costumam ser provocados por garimpeiros ou mesmo por proprietários de terras vizinhas. A prelazia de Itaituba está no Pará, na divisa com o Mato Grosso e com o Amazonas, e tem 175 mil km².

“Normalmente, isso vem daqueles que botam fogo todo ano na pastagem. Aumentou o número de áreas de pasto, e se sempre botam fogo, então vai ter mais fogo. As derrubadas também aumentaram. Como o clima é mais seco nesta época, o fogo se espalha e entra nas terras indígenas.” – Dom Wilmar Santin, bispo prelado de Itaituba

Garimpo e divisão

De acordo com o religioso, a chegada do garimpo em áreas do povo mundurucu está causando divisões entre as comunidades indígenas, pois a maioria dos povos é contrária a essa atividade.

“Lá nos mundurucus, que conheço melhor, o problema não é tanto a queimada, mas uma certa divisão porque alguns abriram as portas para o garimpo”, explica. “O garimpo está fazendo isso. Um ou dois caciques no Rio das Tropas abriram [as terras para os garimpeiros], e aí fizeram um regaço.”

Ele suspeita que as mineradoras planejam entrar em outros rios da região, como o Cabitutu e o Cururu, o que pode causar embate novos entre os povos daquela área da Amazônia.

Dom Wilmar Santin, bispo do Pará — Foto: Filipe Domingues/G1Dom Wilmar Santin, bispo do Pará — Foto: Filipe Domingues/G1

Dom Wilmar Santin, bispo do Pará — Foto: Filipe Domingues/G1

Acidente mata três adultos e uma criança na GO-222, em Inhumas

Acidente mata três adultos e uma criança na GO-222, em Inhumas  — Foto: Corpo de Bombeiros/DivulgaçãoAcidente mata três adultos e uma criança na GO-222, em Inhumas  — Foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação

Acidente mata três adultos e uma criança na GO-222, em Inhumas — Foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação

Quatro pessoas morreram em um acidente na GO-222, em Inhumas, Região Metropolitana de Goiânia. As vítimas são dois homens, uma mulher e uma criança, que viajavam em um Toyota Ethios. Nenhum deles foi identificado ainda. O motorista do caminhão envolvido na colisão saiu ileso.

O acidente aconteceu na noite de terça-feira (8), na altura do KM 44. Segundo o Corpo de Bombeiros, o carro rodou na pista após o condutor perder o controle da direção. O veículo foi atingido na lateral pelo caminhão, carregado com areia – que seguia no sentido contrário.

Todas as vítimas morreram no local. Os corpos foram levados para o Instituto Médico Legal (IML).

Veja outras notícias da região no G1 Goiás.

Suspeito de homicídio no Pará é preso após ficar 12 anos foragido

Homem teria praticado o crime em 2007 — Foto: Divulgação/Polícia CivilHomem teria praticado o crime em 2007 — Foto: Divulgação/Polícia Civil

Homem teria praticado o crime em 2007 — Foto: Divulgação/Polícia Civi

Um homem de 32 anos foi preso nesta terça-feira (8) em Paraíso do Tocantins, na região central do estado. De acordo com a Polícia Civil, ele é suspeito de um assassinato praticado em 2007, no Pará, e estava foragido há 12 anos.

A polícia explicou que o homem foi localizado e abordado no Setor Serrano I. Ele estava com mandado de prisão em aberto expedido pela Justiça do Pará desde que fugiu após o crime.

O homem foi levado para a delegacia e depois foi encaminhado para a Casa de Prisão Provisória de Paraíso do Tocantins. Ele fica a disposição da Justiça para permanecer no estado ou ser transferido para um presídio do Pará.

Veja mais notícias da região no G1 Tocantins.

Adeus PSL: Bolsonaro pode ingressar na nova UDN


O militante de extrema-direita Marcus Alves, fundador e presidente União Democrática Nacional (UDN), declarou nesta terça-feira (8) que a sigla está pronta para receber o presidente Jair Bolsonaro e os políticos que integram o clã familiar.

O dirigente tem conversado com interlocutores do governo Jair Bolsonaro sobre uma possível transição para o futuro partido. “Estamos de braços abertos para a família Bolsonaro”, disse Alves em entrevista ao jornal Estado de São Paulo.

O presidente Bolsonaro chegou a falar a um apoiador, na manhã desta terça, que era para ele “esquecer” o Partido Social Liberal (PSL) e acrescentou que o presidente da legenda, o deputado Luciano Bivar (PE), “está queimado para caramba“.

A nova versão da UDN é um partido de extrema-direita em processo de final de legalização no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Segundo Alves, o partido estará apto para participar das eleições municipais de 2020.

*Com informações do Estado de São Paulo

Pai dá surra no filho após ele aparacer em vídeo dizendo pertencer ao crime

O vídeo chocou a internet.

 O vídeo chocou a internet. | (Reprodução)

Um vídeo, que viralizou nas redes sociais essa semana, mostra um pai agredindo o próprio filho após o garoto fazer um vídeo dizendo pertencer a uma facção criminosa da cidade. Segundo informações do site Alpha.

Segundo a publicação, no primeiro vídeo que foi postado na internet, o adolescente aparece confraternizando com uma turma e repetem palavras e jargões típicos de bandidos.

Já no segundo vídeo, o garoto aparece sendo espancado pelo pai, que enquanto bate nele com o que parece ser uma mangueira de plástico, indaga o filho: “quer morrer?” numa clara referência a vida curta que, quem se mete nessa vida, acaba tendo.

Assessor do PT que faturou prêmio de R$ 120 milhões ganha Mega-Sena de novo

 | EBC

Sorte é algo que não tem faltado na vida de um dos assessores do PT que integrou o bolão premiado com R$ 120 milhões na Mega-Sena há cerca de duas semanas: dias depois, o homem voltou a ganhar no mesmo prêmio, só que com um quantia bem menor. As informações são do portal GaúchaZH.

O assessor – que integrou o bolão vencedor ao lado de mais 48 pessoas –  acertou, dias depois, a quadra em outro sorteio da Mega-Sena, embolsando valor de R$ 579.

“Tenho certeza de que vou ganhar de novo. Jogo há mais de 20 anos. Eu não ganhei na sorte, mas na insistência”, disse o assessor do partido, que não teve a identidade revelada à reportagem.

O homem relatou também que, embora prefira a discrição, não está escondendo a novidade de parentes e amigos que o questionam sobre o assunto. O destino da bolada ainda é incerto. Ele investiu fração do prêmio em pecuária, mas ainda não sabe o que fará com a maior parte do dinheiro.

Em 18 de setembro, a loteria sorteou R$ 120 milhões, valor rateado em 49 cotas, pagando R$ 2,4 milhões a cada participante. As dezenas sorteadas foram 04, 11, 16, 22, 29 e 33. Por hábito, o petista seguiu apostando e, em 24 de setembro, ganhou mais R$ 579,20.

“Não dá para parar de trabalhar com esse valor. Claro que não há mais a preocupação do dia a dia, mas está todo mundo trabalhando”, concluiu o sortudo.

Índios da etnia Arara fornecerão merenda para escola pública de aldeia no PA

Índigenas se preparam para atender às demandas da escola — Foto: EmaterÍndigenas se preparam para atender às demandas da escola — Foto: Emater

Índigenas se preparam para atender às demandas da escola — Foto: Emater

Produtos frescos e repletos de cultura ancestral, como farinha d’água, cará, banana e tapioca vão fazer parte da merenda de alunos da escola pública da aldeia Iriri, em Altamira, no sudoeste do Pará. As refeições serão ofertadas por índios da etnia Arara, da Terra Indígena Cachoeira Seca, que fica na Transamazônica.

De acordo com a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Pará (Emater), a expectativa é que 28 famílias participem em 2020 das seleções do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), realizado pela prefeitura.

Ao longo do ano de 2019, indígenas vêm se mobilizando e se preparando para a seleção do programa, com o apoio da Emater, da Frente de Proteção Etnoambiental Médio Xingu (FPEMX) e da Fundação Nacional do Índio (Funai).

Suspeito de violência doméstica, ameaça e porte ilegal de arma é autuado em São Félix do Xingu

Suspeito de cometer violência doméstica é autuado por porte ilegal de arma — Foto: Polícia Civil do Pará

Suspeito de cometer violência doméstica é autuado por porte ilegal de arma — Foto: Polícia Civil do Pará

Um homem suspeito de cometer crimes de violência doméstica, ameaças e posse irregular de arma de fogo, foi autuado na segunda-feira (7), em São Félix do Xingu, no sudeste do estado. A denúncia partiu da esposa do suspeito, após o mesmo tê-la ameaçado de morte.

De acordo com a Polícia Civil, uma equipe policial se direcionou até a casa do suspeito após a denúncia, onde foi encontrada uma arma de foto Cartucheira calibre 12 com dez munições intactas. O suspeito foi encaminhado à delegacia do município para os devidos procedimentos legais.

Fazendeiro é condenado a pagar R$ 3 milhões por desmatar área de floresta no Pará

Fazendeiro é condenado a pagar R$ 3 milhões por desmatar área de floresta no PA — Foto: Reprodução / IbamaFazendeiro é condenado a pagar R$ 3 milhões por desmatar área de floresta no PA — Foto: Reprodução / Ibama

Fazendeiro é condenado a pagar R$ 3 milhões por desmatar área de floresta no PA — Foto: Reprodução

Fzendeiro foi condenado pela Justiça do Pará a pagar R$ 3 milhões pelo desmatamento de cerca de 694 hectares de floresta no estado, área de preservação permanente e de reserva legal, de acordo com a Advocacia-Geral da União (AGU).

Segundo a AGU, a degradação ocorreu na fazenda “Nega Madalena”, localizada no interior da Gleba Carapanã, no município de São Félix do Xingu, sudeste do Pará.

O fazendeiro foi alvo de uma ação civil pública, pela qual a AGU pediu, além da indenização, o cancelamento do registro imobiliário e a reintegração definitiva da posse do imóvel ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

A AGU informou que a suposta aquisição da propriedade ocorreu de forma clandestina, fraudulenta e com uso de matrícula falsa. “Isso foi descoberto após a propriedade ser alvo de apreensão pela Justiça por ser utilizada para tráfico de drogas”, afirmou o órgão.

A ação foi acolhida pela 1ª Vara Federal de Redenção, que julgou procedente os pedidos. A decisão, segundo a AGU, reconhecer que a fazenda é bem da União e que não foi demonstrado ser do fazendeiro a “legítima do bem, dada a falsidade do registro”.

A procuradora federal Patrícia da Cruz Sales disse que, além da indenização ser usada para a recuperação da área, a decisão beneficia “a parcela da população que aguarda a reforma agrária e que passa a ter essa área livre para destinação e o poder público que tem segurança jurídica para executar as políticas públicas de reforma agrária”, concluiu.