Brasil registra 1.001 mortes por coronavírus em 24h; é o 2º em casos no mundo

Crédito: Scientific Animations-Wikimedia Commons/Divulgação

novo coronavírus (Crédito: Scientific Animations-Wikimedia Commons/Divulgação)

O Brasil registrou 1.001 novas mortes causadas pela Covid-19 nas últimas 24 horas, elevando o total de óbitos pela doença para 21.048, segundo o Ministério da Saúde. De ontem para hoje, houve registro de 20.803 novos casos de infecção pelo novo coronavírus e agora são 330.890 pessoas contaminadas.

Nas duas últimas semanas, em números absolutos, o Brasil saltou da sétima para a segunda posição entre as nações com mais casos de covid-19. Com isso, se mantém como um dos países em situação mais crítica do mundo em número de infecções, ficando atrás apenas dos Estados Unidos, com mais de 1,5 milhão, segundo a plataforma Universidade Johns Hopkins, nesta sexta-feira, às 19h.

Na lista de países com mais mortes acumuladas, o Brasil ocupa a 6ª posição. Só fica atrás de Estados Unidos (95.533), Reino Unido (36.475), Itália (32.616),Espanha (28.618) e França (28.218).

O maior número de infecções continua em São Paulo, com 76.871 diagnósticos e 5.773 mortes. O Ceará tem 34.573 infecções e 2.251 mortes. No Rio são 33.589 casos e 3.657 óbitos.

Mais cedo, o diretor do programa de emergências da Organização Mundial da Saúde (OMS), Michael Ryan, classificou a América do Sul como “um novo epicentro” da pandemia de covid-19. Ryan destacou que o Brasil é o local mais afetado da região, e alertou para a situação no Amazonas, que registra uma das maiores taxas de incidência do País.

Bolsonaro se reúne com governadores e pede apoio a veto de reajuste

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) participou de uma reunião virtual com governadores para discutir o enfrentamento da crise do novo coronavírus

Nesta quinta-feira (21), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) participou de uma reunião virtual com governadores para discutir o enfrentamento da crise do novo coronavírus. Na reunião, o presidente pediu apoio para que o congelamento salarial até o fim de 2021 tenha efeito para todos os servidores da União, estados e municípios. De acordo com Bolsonaro, “o remédio é o menos amargo, mas é de extrema importância para todos os 210 milhões de habitantes”.

Bolsonaro anunciou que irá sancionar o pacote de socorro financeiro aos estados e municípios, estimado em R$ 125 bilhões, com quatro vetos. Um deles é ao trecho que abre brecha para algumas categorias do funcionalismo recebam novos reajustes.

Avião bate em linhão e deixa 10 municípios sem internet no Pará

Parte da asa do avião e acima a região com montes onde estão os cabos Parte da asa do avião e acima a região com montes onde estão os cabos | Divulgação/Prodepa

Uma aeronave agrícola, provavelmente de pulverização de agrotóxicos em plantações, bateu na manhã de segunda-feira (18) no Linhão de transmissão da Eletronorte na região de Pacajá, no Xingu, por onde passa os cabos do sistema de fibra óptica da Empresa de Tecnologia da Informação e Comunicação do Estado do Pará (Prodepa).

Até a manhã desta terça-feira (19) não se tem informações de pessoas feridas no acidente.

PANE

Em razão do choque estão fora do ar para comunicação digital (internet) 10 municípios, que são: Altamira, Uruará, Rurópolis, Santarém, Itaituba, Placas, Vitória do Xingu, Senador José Porfírio, Brasil Novo e Medicilândia.

Equipes técnicas da Prodepa e Eletronorte estão trabalhando na área do acidente para restabelecer a comunicação.

Helder será o único líder brasileiro em evento mundial sobre combate ao Covid-19

 | Arquivo/Ag. Pará Ouça esta reportagem 

Segundo o portal Local2030, um dos principais em desenvolvimento sustentável no planeta, “o evento virtual reunirá representantes de alto nível de vários governos e instituições subnacionais para explorar a situação do COVID-19. Os representantes usarão a estrutura dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e a Revisão Local Voluntária para discutir estratégias para a construção de um futuro mais equitativo e sustentável. Este primeiro webinar será dedicado à saúde pública”.

A ideia é usar a estrutura dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e a Revisão Local Voluntária para discutir estratégias para a construção de um futuro mais sustentável. Helder Barbalho é único representante brasileiro que foi convidado para participar do evento.

Processo de Moro contra Lula com base na Lei de Segurança Nacional deve ser arquivado, diz MPF

Lula (Foto: Adonis Guerra/Sindicato dos Metalúrgicos do ABC)Por Redação

Ouça a matéria clicando aqui!

O Ministério Público Federal (MPF) enviou parecer à Justiça pedindo o arquivamento do inquérito aberto a pedido de Sérgio Moro, quando ocupava o Ministério da Justiça, para investigar o ex-presidente Lula com base na Lei de Segurança Nacional.

Moro pediu abertura da investigação com base na lei da ditadura a mando de Jair Bolsonaro após Lula dizer que o presidente “governa para milicianos”.

“Tem gente que fala que tem de derrubar o Bolsonaro. Tem gente que fala em impeachment. Veja, o cidadão foi eleito. Democraticamente, aceitamos o resultado da eleição. Esse cara tem um mandato de quatro anos. Mas ele foi eleito para governar para o povo brasileiro, e não para governar para os milicianos do Rio de Janeiro”, disse Lula em seu discurso em frente ao Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, após deixar a prisão.

Segundo coluna de Mônica Bergamo, na edição desta terça-feira (19) da Folha de S.Paulo, o MPF considerou que a fala de Lula não ameaçava a integridade nacional, a soberania, a democracia, nem o chefe do Executivo, que são os crimes previstos na Lei de Segurança Nacional.

O procurador Mario Alves Medeiros afirmou ainda que as falas de Lula fizeram “mera menção a fatos amplamente noticiados pela imprensa brasileira, a respeito de supostas ligações entre a família do presidente [Bolsonaro] e integrantes de grupos de milícia” do Rio.

“Simples pesquisa na internet revela um sem-número de publicações alusivas a esses possíveis vínculos”, diz o procurador.

OIE confirma 440 novos surtos de peste suína no mundo

criacao_suinos_porco (Foto: Ernesto Souza / Ed. Globo)
(Foto: Ernesto Souza / Ed. Globo)

A Organização Mundial de Saúde Animal (OIE, na sigla em inglês) informou que 440 novos surtos da peste suína africana (ASF, na sigla em inglês) foram notificados no mundo entre os dias 30 de abril e 14 de maio, ante 742 novos verificados no levantamento anterior.

Com isso, o número total de surtos em andamento caiu para 7.200, sendo 3.535 só na Romênia e 1.703 no Vietnã. Dos novos surtos, 329 foram notificados pela Europa e outros 90 na Ásia. A África reportou 20 novos casos. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (15/5)

Casos de peste suína voltam a crescer na China após controle da pandemia

De acordo com a OIE, surtos novos ou em andamento foram registrados em 23 países. No período de cobertura do levantamento, foram notificadas perdas de 11.247 animais, número bem inferior ao reportado no boletim anterior, de 34.556 animais eliminados. 

A maior parte desse número foi observada na Ásia, com abate sanitário de 11.082 animais, todos nas Filipinas. Na Europa, 104 animais foram descartados, enquanto na África 61 perdas de animais foram reportadas em virtude da contaminação com a doença no período.

Ex-ministros da Defesa lançam nota de apelo às Forças Armadas pra defender a democracia

Um grupo de ex-ministros da Defesa divulgou uma nota com um apelo para que as Forças Armadas ignorem os pedidos de uma intervenção militar em favor do governo de Bolsonaro.

Sem citar o atual presidente, os ex-ministros pedem que os militares sigam a Constituição, que determina que as Forças Armadas só podem ser convocadas a intervir em caso de “anarquia por algum dos Poderes constituídos”. Assinam a nota Aldo Rebelo, Celso Amorim, Jaques Wagner, José Viegas Filho, Nelson Jobim e Raul Jungmann.

Bolsonaro tem se juntado a manifestações de apoiadores de seu governo que pedem intervenção militar e fechamento do Supremo Tribunal Federal e do Congresso Nacional.

Leia a nota na íntegra:

NOTA

As Forças Armadas são instituições de Estado com importante papel na fundação da nacionalidade e no desenvolvimento do país. Sua missão indeclinável é a defesa da pátria e a garantia de nossa soberania. Merecidamente, desfrutam de amplo apoio e reconhecimento da sociedade brasileira.

Diante das imensas dificuldades decorrentes da crise imposta pela pandemia do coronavírus, cujos efeitos se alastram, de forma trágica, pelo Brasil, as Forças Armadas cumprem importante papel no enfrentamento das adversidades e na manutenção da unidade e do ânimo da população.

A democracia no Brasil, mais que uma escolha, conforma-se como um destino incontornável, que necessita da contribuição de todos para o seu aperfeiçoamento.

A Constituição estabelece no seu artigo 142 que as Forças Armadas “destinam-se à defesa da pátria, à garantia dos poderes constituídos e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem”.

Não pairam dúvidas acerca do compromisso das Forças Armadas com os princípios democráticos ordenados pela Carta de 1988. A defesa deles tem sido, e continuará sendo, fundamento de sua atuação.

Assim, qualquer apelo e estímulo às instituições armadas para a quebra da legalidade democrática –oriundos de grupos desorientados– merecem a mais veemente condenação. Constituem afronta inaceitável ao papel constitucional da Marinha, do Exército e da Aeronáutica, sob a coordenação do Ministério da Defesa.

É o que pensamos na condição de ex-ministros de Estado da Defesa que abaixo subscrevemos.

Aldo Rebelo
Celso Amorim
Jaques Wagner
José Viegas Filho
Nelson Jobim
Raul Jungmann

Bolsonaro provoca nova aglomeração, diz que Brasil sairá mais forte da pandemia

O presidente se disse honrado com as manifestações  O presidente se disse honrado com as manifestações | Reprodução Ouça esta reportagem 

Opresidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse neste domingo (17), ao voltar a participar na pandemia do coronavírus de uma manifestação em Brasília, a que chamou de democrática, que o governo federal “tem dado todo o apoio” para atender doentes da Covid-19 e que espera que a epidemia passe logo.

“Manifestação pura da democracia. Estou muito honrado com isso. O governo federal tem dado todo o apoio para atender as pessoas que contraíram o vírus e esperamos brevemente ficar livre dessa questão, para o bem de todos nós. O Brasil, tenho certeza, certeza, voltará mais forte”, declarou.

Em meio a uma crise política, o mandatário foi à rampa do Palácio do Planalto, juntamente com vários ministros e ao menos dois de seus filhos – Eduardo e Carlos – para saudar os manifestantes.

Antes de descer para cumprimentar o público, ele declarou que, nesta vez, não há “nenhuma faixa, nenhuma bandeira que atente contra a Constituição, contra o Estado Democrático de Direito”.

Protestos anteriores, investigados pela PGR (Procuradoria-Geral da República), tinham pleitos antidemocráticos, como um golpe militar.

“O que nós queremos é resgatar os valores que formam a nossa nacionalidade, respeitar a família”, afirmou.

Antes da chegada de Bolsonaro no ato, seguranças do Planalto pediram a manifestantes a retirada de faixas contra o Congresso e o STF (Supremo Tribunal Federal), colocadas nas grades de proteção no entorno do local.

A ação foi coordenada pelo general Luiz Fernando Baganha, secretário de segurança e coordenação presidencial do Planalto. Barganha, pessoalmente, pediu a um grupo de apoiadores afastar uma manifestante mais exaltada.

Helder anuncia chegada de novos 50 respiradores e visita de Mandetta ao Pará

`Governador fez anúncio através do Twitter `Governador fez anúncio através do Twitter | Agência Pará Ouça esta reportagem 

Ogovernador do Pará, Helder Barbalho, anunciou na tarde deste domingo (17), através das redes sociais, novas ações para combate ao coronavírus no estado. Insumos hospitalares e a presença do ex-ministro Luizz Henrique Mandetta estão entre o anunciado.

De acordo com Helder, 50 novos respiradores chegarão ao estado e o maquinário somados aos já instalados compreenderão a 390 leitos de UTI.

Acompanhe no vídeo publicado na página do Twitter do governador.
Helder Barbalho@helderbarbalho

Estão chegando 50 novos respiradores ao Pará. E, com mais estes equipamentos, chegaremos a 390 leitos de UTI exclusivos para pacientes de covid-19. ⁣

Após fala em que apresenta preocupação com Belém referente à pandemia, o ex-ministro Luiz Henrique Mandetta estará na capital paraense nessa segunda-feira para conversar com o governador a respeito de outras ações que podem ser tomadas no sentido de diminuir os impactos na cidade e no estado.

Quase 80% dos paraenses aprovam ações de Helder no Governo, aponta pesquisa

 | Reprodução/Agência Pará Ouça esta reportagem 

As medidas adotadas pelo governador Helder Barbalho (MDB), para proteção à população do Pará durante a crise gerada pela pandemia do novo coronavírus estão sendo bem recebidas por 78% dos paraenses. É o que indica a Pesquisa DIÁRIO/DataPoder360, que mostra que 53% da população entrevistada avalia o trabalho do governador até agora com bom e ótimo e outros 25% o consideram regular, enquanto 16% acham ruim ou péssimo e 6% não souberam responder.

Helder Barbalho é especialmente bem avaliado na região metropolitana de Belém, com 64% de avaliação positiva. Em menos de 1 ano e meio no governo, a avaliação positiva de Helder segue uma tendência de alta, considerando sua eleição em 2018 com apoio de 55,43% da população que foi às urnas.

INFECTADOS

O levantamento, feito entre os dias 11 e 13 de maio, mostra ainda que em âmbito federal, aumenta em ritmo acelerado o número de pessoas que dizem ter sido infectadas ou conhecer alguém próximo que foi infectado pelo novo coronavírus. O percentual chegou a 26%, aumento de 10 pontos percentuais em relação a 15 dias atrás.

BOLSONARO

Na pesquisa anterior, realizada em 26 e 27 de abril, a avaliação do trabalho do presidente Jair Bolsonaro apresentava queda na aprovação de 36% para 29% em um período de apenas 15 dias.

Nessa nova amostra, a avaliação do governo Bolsonaro se mostrou estável com 30% de aprovação como bom ou ótimo, 27% como regular e 39% como ruim ou péssimo.

O presidente atinge seus maiores níveis de aprovação entre homens, habitantes das regiões Sul e Centro-Oeste e entre pessoas desempregadas ou sem renda fixa. Já as mulheres, pessoas com ensino superior e habitantes do Sudeste e Nordeste são os que apresentam maior tendência a rejeitar o presidente.

A avaliação dos paraenses com relação ao trabalho de Bolsonaro mostra uma divisão clara: um terço da população avalia o trabalho do presidente bom ou ótimo (31%) e outro terço (33%) avalia como ruim e péssimo.

ENTENDA A PESQUISA

O DIÁRIO/DataPoder360 realizou o levantamento nos dias 11 a 13 de maio por amostra de seleção aleatória do discador (pesquisa telefônica IVR) entre eleitores e eleitoras com 16 anos de idade ou mais. Foram feitas 2.500 entrevistas em 93 municípios – no levantamento feito apenas no Pará – e em 512 municípios nas 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2% para resultados do total da amostra, com intervalo de confiança de 95%.