Temer diz que governo acionou ‘forças federais’ para desbloquear estradas

Por: G1/Globo

O presidente Michel Temer disse nesta sexta-feira (25) que acionou forças federais para desbloquear estradas, ocupadas por caminhonheiros em greve. Ele fez um pronunciamento no Palácio do Planalto.

Temer optou por acionar as forças federais depois de se reunir com ministros para uma “avaliação de segurança” no país, já que a greve dos caminhoneiros continuou, apesar do acordo firmado entre governo e representantes da categoria na noite de quinta (24).

Em razão da paralisação, há registros de falta de alimentos em supermercados e de combustível em postos de gasolina. O transporte coletivo em diversas cidades foi afetado, indústrias pararam atividades e voos começaram a ser cancelados por falta de combustível nos aeroportos.

“Comunico que acionei as forças federais de segurança para desbloquear as estradas e estou solicitando aos senhores governadores que façam o mesmo.”

Segundo assessoria do Ministério da Segurança Pública, as forças federais incluem: Exército, Marinha, Aeronáutica, Força Nacional de Segurança e Polícia Rodoviária Federal (PRF).

Temer disse que tomou a decisão para evitar que a população fique sem produtos de “primeira necessidade”.

“Não vamos permitir que a população fique sem gêneros de primeira necessidade. Não vamos permitir que os hospitais fiquem sem insumos para salvar vidas. Não vamos permitir que crianças sejam prejudicadas pelo fechamento de escolas. Como não vamos permitir que produtores tenham seu trabalho mais afetado”, afirmou Temer.

A assessoria do Ministério da Segurança Pública informou que o governo vai publicar um decreto na tarde desta sexta-feira para autorizar o acionamento das forças federais.

Apesar do decreto ainda não ter sido publicado, as Forças Armadas já estão mobilizadas, segundo o governo. As Forças vão esperar a publicação do decreto para iniciar os trabalhos.

Ainda de acordo com a assessoria, as rodovias devem ser totalmente liberadas. Com isso, caminhoneiros manifestantes não poderão ficar nem no acostamento. Os militares vão poder entrar em caminhões, se for o caso, para retirá-los da via.

Segundo o governo, a prioridade do desbloqueio é garantir abastecimento de combustível em seis aeroportos e duas termelétricas. Entre os aeroportos, estão Brasília, Recife, Congonhas, Confins e Porto Alegre.

‘Minoria radical’

Temer disse que o governo atendeu os pedidos dos caminhoneiros, mas, segundo ele, uma “minoria radical” dos grevistas não quis cumprir o acordo.

“Atendemos 12 reivindicações prioritárias dos caminhoneiros, que se comprometeram a encerrar a paralisação imediatamente. Esse foi o compromisso conjunto. Esse deveria ter sido o resultado do diálogo”, disse o presidente.

“Muitos caminhoneiros, aliás, estão fazendo sua parte, mas infelizmente uma minoria radical tem bloqueado estradas, impedido que muitos caminhoneiros levem adiante o seu desejo de atender a população e fazer o seu trabalho”, completou.

 

 

 

Floresta do Araguaia: chapa morre ao cair do cavalo

Essa foto é meramente ilustrativa

Um estivador que trabalhava carregando caminhões de abacaxi em Floresta do Araguaia, morreu em consequência de cair de um cavalo, na quarta-feira (23/05), por volta das 16 horas, em uma propriedade rural do município.

A polícia identificou o homem como sendo Erisvaldo Pereira da Silva, 33 anos de idade, que se acidentou na propriedade rural do senhor Pedro Alves Moreira, para quem a vítima já havia trabalhando como chapa.

Pedro disse à polícia, que Erisvaldo chegou à sua propriedade e sem autorização de ninguém pegou um cavalo que estava amarrado na baia e saiu. Arisco, o animal pulou várias vezes até derrubar Erisvaldo ao chão. Que a vítima foi socorrida e levada para o Hospital Municipal de Floresta, mas acabou evoluindo a óbito.

Caminhoneiros seguem com bloqueio no Tocantins e gasolina acaba em Palmas

Por: G1/Tocantins

A greve dos caminhoneiros continua no Tocantins. Segundo a Polícia Rodoviária Federal, todos os pontos bloqueados nas rodovias federais seguem sem alteração. Ao todo, 10 trechos estão interditados em quatro estradas. Este é o quinto dia da greve que começou na última segunda-feira (21).

Um dos organizadores do movimento em Paraíso do Tocantins, Amaury Lima, informou que segue bloqueando a BR-153, na cidade. “Estamos cansados e com muito sono, mas continuamos na luta. O medo é de na reta final a categoria fazer acordo que não venha nos representar”, afirmou.

Reflexos da paralisação

O presidente do Sindicato dos Postos de Combustíveis do Tocantins (Sindiposto), Wilber Silvano, afirmou que não há mais combustível em Palmas. “Não tem nada. Inclusive os caminhoneiros estão na base de distribuição e não vão deixar entrar caminhão para carregar”.

Nos supermercados, espaços usados para colocar as verduras estão vazios. Faltam batatas, tomates, beterrabas e outros produtos. Caminhões que deveriam descarregar frutas estão parados nas rodovias.

O gerente da Central de Abastecimento de Hortifrutigranjeiros (Ceasa), Jackson dos Santos, informou que o local está operando com 20% da capacidade. “Nós não estamos vendendo produtos, apenas mantendo para abastecer hospitais de Palmas e Porto Nacional. Se o movimento continuar, a partir da próxima terça-feira (29) os hospitais ficarão sem os produtos”. O estoque de batata, tomate, cenoura e repolho acabou.

Greve dos caminhoneiros ameaça realização dos jogos do Campeonato Brasileiro

Por: Em Notícias

A greve dos caminhoneiros poderá causar adiamento de jogos ou até mesmo de toda a rodada do Campeonato Brasileiro marcada para o próximo final de semana. A medida pode, inclusive, atingir as partidas de todas as divisões do futebol nacional. Isso porque os aeroportos brasileiros estão com restrição para abastecimento de aeronaves e alguns voos já estão sendo cancelados, o que impacta diretamente na logística das viagens das equipes.

A diretoria de Competições da CBF está monitorando a situação com as companhias aéreas. Até o início da tarde desta quinta-feira, a entidade tinha a informação de que os voos previstos para o transporte das equipes estavam confirmados e que, até então, todos os jogos estavam confirmados. Mas deixou claro que a situação poderia mudar ao longo do dia ou até o final de semana, dependendo do andamento da greve.

Segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), há problemas de abastecimento de combustíveis nos aeroportos de Brasília e de Congonhas, em São Paulo, devido à paralisação dos caminhoneiros, que protestam para cobrar uma redução no preço do óleo diesel.

Nesta quinta-feira, a Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro anunciou que todos os campeonatos organizados pela entidade, tanto os de base, como os de profissionais, terão suas rodadas adiadas neste fim de semana devido ao desabastecimento do Estado por causa da greve dos caminhoneiros.

Greve dos caminhoneiros vai parar os ônibus na Grande Belém, dizem rodoviários

Por: DOL

Segundo os rodoviários, o número de coletivos nas ruas já é menor deste quinta-feira. Mesmo assim, só há combustível para dois dias. (Foto: Ricardo Amanajás/Diário do Pará)

Só mais dois dias de ônibus na Grande Belém. Essa é a previsão dos rodoviários sobre o serviço da frota de transporte coletivo na Região Metropolitana, caso continue a falta de abastecimento de postos de combustível devido à greve nacional dos caminhoneiros. Segundo os trabalhadores, o número de veículos já foi reduzido para diminuir o consumo de combustível, mas a frota não deverá aguentar muito tempo.

De acordo com os trabalhadores, desde a quinta-feira (24) o número de coletivos nas ruas é menor. “Estão reduzindo a frota, sim. Tem muito motorista que está fora de escala. Em média, há cerca de 15 ônibus parados por linha. Reduziram o número de veículos para segurar mais combustível”, afirmou Huelem Oliveira, presidente do Sindicato dos Rodoviários de Ananindeua.

“A situação da falta de combustível é grande, mesmo. As empresas só tem combustível para mais dois dias. Depois disso, não vai ter como colocar os ônibus nas ruas”, completou o presidente.

O DOL entrou em contato com o Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros (Setransbel), que informou que está levantando dados e irá se manifestar sobre o caso através de nota ainda nesta manhã.

Xinguara adere a greve dos caminhoneiros e interrompe a BR 155

Em apoio à greve dos caminhoneiros que está no 5º dia em todo o país, moradores de Xinguara fecharam a BR 155, a altura da Carroceria Jatobá, na saída para Rio Maria, nesta sexta-feira (25/05), a partir das 6 horas da manhã. A paralisação foi organizada pelos moradores através das redes sociais.

Durante toda quinta-feira aconteceram manifestações de apoio por parte dos internautas, que se prontificaram em participar e colaborar com o movimento, levando para o local, carnes para churrasco, água, carvão, isopor, e tudo que fosse necessário para organização e manutenção do protesto.

De acordo com um dos organizadores do evento, Gleiber Giordani, a paralização está acontecendo de maneira pacífica, ordeira e sem incidentes. Que a toda hora os manifestantes recebem mais e mais apoio da população.

Gleiber explicou ainda que o manifesto a favor dos caminhoneiros não tem hora para acabar.

“Queremos deixar claro que a paralisação é parcial e não tem hora para acabar. Carros de passeio, ônibus, ambulâncias e veículos oficiais, não estão sendo parados, somente os caminhões”, disse ele, por telefone.

Greve dos caminhoneiros continua, apesar de acordo com o governo

Por: R7

Mesmo após firmar acordo com o governo na noite de quinta-feira (24),os protestos dos caminhoneiros continuam nesta sexta-feira (25) pelas rodovias que cortam o País.

Além da falta de combustível nos postos, a paralisação já afeta o abastecimento de mercadorias em supermercados; os aeroportos registram falta querosene, o que prejudica as decolagens; o fornecimento de energia elétrica em Rondônia; entre outros reflexos.

Em entrevista à RecordTV, o presidente da Federação dos Caminhoneiros Autônomos do Estado de São Paulo, Claudinei Natal Pelegrini, disse que o “movimento é espontâneo e espontâneo vai ficar”.

— O que garante que na semana que vem não coloquem outra tarifa?

Pelegrini diz que os caminhoneiros possuem o apoio da população. “Eles sabem que a reivindicação é justa, caso contrário [a população] teria se voltado contra nós”, diz. Para ele, os brasileiros “sentem o momento gravíssimo” e “entendem os protestos”.

Ontem, após reunião que se estendeu ao longo de todo o dia no Palácio do Planalto, o governo federal anunciou que parte das entidades que representam os caminhoneiros assinaram um termo de acordo para suspender a paralisação feita pela categoria no país por 15 dias.

O anúncio foi feito pelo ministro dos Transportes, Valter Casimiro, o ministro-chefe da Secretaria de Governo, Carlos Marun, o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha e o ministro da Fazenda, Eduardo Guardia.  O governo afirma que vai congelar o preço do diesel por 30 dias, já com a redução anunciada pela Petrobras, e se comprometeu também em reduzir a zero a Cide (Contribuições de Interveção no Domínio Econômico) para o ano de 2018.

São Paulo

Em São Paulo, apenas 61% da frota de ônibus está nas ruas para atender a população, informou a SPTrans (São Paulo Transportes) nesta sexta-feira. “A Prefeitura está empenhada em minimizar os transtornos causados pela greve e recomenda à população que evite deslocamentos desnecessários nesta sexta-feira”, diz a nota. Pelo terceiro dia consecutivo, a Prefeitura de São Paulo anunciou a suspensão do rodízio de veículos nesta sexta.

Pelo menos 100 vans escolares realizam protestos na capital paulista em apoio a paralisação dos caminhoneiros nesta sexta. O objetivo, segundo o grupo, é bloquear a marginal Tietê.

Rodovias que cortam o Estado de São Paulo apresentam diversos pontos de bloqueio de caminhoneiros nesta sexta. Na rodovia Régis Bittencourt, que liga São Paulo a Curitiba, caminhões ocupam uma faixa e atearam fogo em barricada de pneus — não há previsão de liberação da pista, segundo o grupo. A situação é a mesma no sentido São Paulo, quando se há o registro de pelo menos 10 km de congestionamento.

A rodovia Imigrantes, que liga a capital paulista ao litoral, está com trânsito lento do km 23 ao 24 no sentido litoral por causa de protestos de caminhoneiros. Na Anchieta, o motorista vai enfrentar lentidão do km 23 a 25 também no sentido litoral.

Na Fernão Dias, que liga São Paulo ao interior do Estado, os motoristas também encontram trechos de lentidão. Os trechos bloqueados no sentido Minas Gerais são km 691 na região de Lavras; km 589, em Carmópolis de Minas, km 618 em Oliveira (MG), km 858 em Pouso Alegre (MG), km 925 em Itapeva, km 507 em São Joaquim das Bicas.

Os trechos no sentido São Paulo que estão bloqueados são km 692 em Lavras (MG) e km 754 em Três Corações (MG). O trânsito está lento nos dois sentidos nos trechos do km 949 em Extrema (MG), no km 485 em Betim (MG) e km 871 em Pouso Alegre (MG).

Os caminhoneiros também estão protestando na rodovia Presidente Dutra, que liga o Rio de Janeiro a São Paulo. Os motoristas enfrentam pontos de lentidão na estrada desde a madrugada. Por volta das 4h, os pontos com trânsito lento eram: km 273 em Barra Mansa (RJ) no sentido São Paulo, km 92 em Pindamonhangaba (SP) no sentido Rio de Janeiro, km 51 em Lorena (SP) no sentido São Paulo.

A rodovia Raposo Tavares, no sentido capital paulista, registra bloqueio de caminhoneiros no km 30, na altura do município de Cotia, na região metropolitana. O km 19, sentido interior, também tem protesto — ao menos 30 caminhões bloqueiam duas faixas.

Caminhão-tanque foi escoltado pela polícia em São Paulo nesta madrugada

Caminhão-tanque foi escoltado pela polícia em São Paulo nesta madrugada

Paulo Lopes/Futura Press/Folhapress – 25.05.2018

Rio Grande do Sul

Prateleiras de diversos supermercados em Porto Alegre, capital do Estado, relatam a falta de produtos como pão, leite e água. Em centros de distribuição de hortifruti, os alimentos tiveram que ser jogados fora uma vez que não haviam sido abastecidos por quatro dias.

Pará

O impacto da paralisação de cinco dias dos caminhoneiros já atinge fortemente o Estado do Pará. Diversas cidades do interior registram falta de alimentos em supemercados, atraso de entrega dos Correios e escassez de medicamentos. O Aeroporto de Carajas, sudoeste do Estado, não possui combustível para abastecer aeronaves.

Minas Gerais

Pelo menos 60% dos postos de combustíveis em Belo Horizonte, capital mineira, não possuem estoque o suficiente nesta sexta-feira (25). Escolas informaram que a presença nas aulas hoje é facultativa, ou seja, não é obrigatória. A BR-040, liga MG-DF, apresenta interdição total por causa da barricada de pneus posta na via pelos manifestantes.

Rio de Janeiro

A linha Amarela ficou interditada durante a noite e madrugada desta sexta-feira no Rio de Janeiro. Os taxistas bloquearam o local como apoio aos caminhoneiros. Há relatos também de falta de mercadoria em supermercados, principalmente frutas legumes e verduras. A CEDAE (Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro) pediu para a população que economize água, isso porque há dificuldade de entrega de produtos químicos para o tratamento de resíduos.

Distrito Federal

Pelo menos 60% dos postos de Brasília estão desabastecidos nesta sexta. Nos postos de gasolina que ainda restam estoque, as filas continuam enormes e os preços cada vez mais elevados —  clima entre frentistas e motoristas é tenso.

Goiás

Supermercados de Goiânia começaram a limitar os produtos por clientes. Segundo um comunicado, “cinco unidades de cada item para cada pessoa”. As rodovias do Estado apresentam quase 40 pontos de bloqueio de caminhoneiros. O Aeroporto Internacional de Genoveva não tem querosene para aviação o suficiente e pode começar a cancelar voos por causa da falta de combustível.

Santa Catarina

Poucos postos de gasolina possuem estoque de combustível nesta sexta, em Florianópolis. Os motoristas enfrentam mais de 1km de congestionamento para realizarem o abastecimento de veículos. Em Joinville, um estabelecimento vende o litro de gasolina por R$ 2,39.

Governo e caminhoneiros anunciam proposta de acordo para suspender paralisação por 15 dias

Por: G1/Globo e foto da NBR

Após uma reunião de mais de seis horas com representantes de entidades de caminhoneiros, os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil), Carlos Marun (Secretaria de Governo), Eduardo Guardia (Fazenda) e Valter Casimiro (Transportes) anunciaram na noite desta quinta-feira (24) a proposta do governo de um acordo para a suspensão da paralisação da categoria, que há quatro dias provoca bloqueios de rodovias e desabastecimento em todo o país.

Pelo texto do acordo, os representantes das entidades de caminhoneiros que participaram da reunião (à exceção de um) se comprometeram a “apresentar aos manifestantes” os termos do acordo.

Questionado se, com o anúncio, haverá normalização da situação, Padilha disse acreditar que a “qualquer momento” o movimento dos caminhoneiros começará a ser “desativado”.

No Rio de Janeiro, o governador Luiz Fernando Pezão (MDB) anunciou redução de 16% para 12% do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) do diesel em troca da suspensão do movimento nas rodovias do estado.

Os pontos do acordo

Pela proposta, o governo federal assume os seguintes compromissos:

  • reduzir a zero a alíquota da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide), em 2018, sobre o óleo diesel, bem como as necessárias providências decorrentes dessa medida;
  • manter a redução de 10% no valor do óleo diesel a preços na refinaria, já praticados pela Petrobras, nos próximos trinta dias, considerando as necessárias compensações financeiras pela União à Petrobras, no intuito de garantir a autonomia da estatal;
  • assegurar a periodicidade mínima de 30 dias para eventuais reajustes do preço do óleo diesel na refinaria, a partir do preço definido pelo critério do item b, considerando as necessárias compensações financeiras pela União à Petrobras, no intuito de garantir a autonomia da estatal;
  • reeditar, no dia 1º de junho de 2018, a Tabela de Referência do frete do serviço do transporte remunerado de cargas por conta de terceiro, bem como mantê-la atualizada trimestralmente, pela ANTT;
  • promover gestão junto aos estados da federação, para implementação da isenção da isenção da tarifa de pedágio prevista no art. 17 da Lei nº 13.103, de 2015 (não cobrança sobre o eixo suspenso em caminhões vazios). Em não sendo bem sucedida a tratativa administrativa com os estados, a União adotará as medidas judiciais cabíveis;
  • editar medida provisória, em até 15 dias, para autorizar a Conab a contratar transporte rodoviário de cargas, dispensando-se procedimento licitatório, para até 30% de sua demanda de frete, para cooperativas ou entidades sindicais da categoria dos transportadores autônomos;
  • não promover a reoneração da folha de pagamento do setor de transporte rodoviário de cargas;
  • requerer a extinção das ações judiciais possessórias, ou de qualquer outra natureza, propostas pela União em face das entidades relacionadas com o movimento paredista de caminhoneiros de que trata este termo;
  • informar às autoridades de trânsito competentes acerca da celebração do presente Termo, para instrução nos eventuais processos administrativos instaurados em face das entidades ou de seus associados em decorrência de atos praticados no curso do movimento paredista;
  • manter com as entidades reuniões periódicas para acompanhamento do adimplemento dos compromissos estabelecidos neste Termo, ficando desde já estabelecido o prazo de quinze dias para a celebração do próximo encontro;
  • buscar junto à Petrobras a oportunização aos transportadores autônomos à livre participação nas operações de transporte de cargas, na qualidade de terceirizados das empresas contratadas pela estatal;
  • solicitar à Petrobras que seja observada a Resolução/ANTT nº 420, de 2004, no que diz respeito à renovação da frota nas contratações de transporte rodoviário de carga.

Crise pode levar Brasil a um golpe, leia o Editorial Fórum

Por Renato Rovai e Ivan Longo

O pais está em alerta não mais com a greve dos caminhoneiros, mas com o que ela pode gerar. As consequências com a possível paralisação de aeroportos e desabastecimento a partir de amanhã podem criar um ambiente mais do que propício para intervenções radicais.

A paralisação dos caminhoneiros por conta dos sucessivos aumentos no preço do diesel já fazem postos de combustível vender gasolina a quase R$9,00 o litro, como acontece em um posto de Recife. Além disso, temendo mais aumentos, a população faz filas e lota postos de combustível em todo o país. Assim como os supermercados, que são afetados com a paralisação por conta do abastecimento de alimentos. No Ceasa do Rio de Janeiro, que é a principal central de abastecimento de alimentos da cidade, por exemplo, já há falta de produtos, provocando a alta dos preços. O saco de batatas que era vendido a R$60 chega a ser comercializado por R$400. Já a BRF, maior empresa brasileira de carne de frango e carne suína, informou hoje que paralisou totalmente quatro unidades por conta dos protestos. Além disso, outros nove frigoríficos da companhia terão atividades suspensas (total ou parcialmente) pois a greve, de acordo com nota da empresa, inviabilizou o recebimento de matérias-primas.

Aeroportos podem parar amanhã

As consequências caóticas não param por aí. A Infraero divulgou um relatório alertando que os aeroportos de Congonhas, em São Paulo; de Palmas (TO), Recife (PE), Maceió (AL) e Aracaju (SE) só têm combustível suficiente para abastecer os aviões até esta quarta-feira (23), com o risco de caos aéreo para os próximos dias. Com a paralisação, portos pelo país também vêm tendo a distribuição de produtos comprometida. A não distribuição de combustíveis afeta ainda os Correios, que suspendeu, nesta quarta-feira, as postagens com dia e hora marcados.

Supermercados desabastecidos, preços de combustíveis e alimentos nas alturas, serviços interrompidos e insatisfação popular generalizada: um ambiente mais do que propício para que cresça o apoio a uma intervenção militar.

Intervenção pode ser via acordo jurídico-militar

Em grupos de direita pelas redes sociais as mensagens defendendo uma intervenção militar já estão viralizando. Inúmeros vídeos falando sobre o “caos” brasileiro com o aumento do preço dos combustíveis e invocando as Forças Armadas para resolver a crise tem sido espalhados fortemente. Uma mensagem que circula com força convoca uma paralisação nesta quinta-feira (24) a partir das 15h, em apoio à greve dos caminhoneiros.

Os indícios são de que parte dessas mensagens está sendo enviada não de maneira orgânica ou espontânea, mas por postagens pagas e provavelmente a partir de distribuição por linhas telefônicas do exterior.

A intervenção militar pura é algo que poderia escancarar o golpe no Brasil e prejudicar a continuidade do projeto neoliberal radical que vem sendo implementado pelo governo Temer. Mas uma solução “café com leite”, com o Supremo e com tudo, poderia ser melhor aceita e envolver também as Forças Armadas.

Os próximos dias são decisivos para o país. E o adiamento das eleições com a constituição de um governo interventor jurídico-militar é uma possibilidade que não pode ser descartada. Por isso, mais do que nunca as forças progressistas têm que disputar as ruas e articular fortemente um campo civil democrático para resistir ao que pode estar sendo construído nas sombras e nas casernas. O momento não é apenas de mais uma crise. Mas de uma grave crise político-institucional. Que pode nos levar a um túnel ainda mais escuro do que o atual.

Veja a situação da greve dos motoristas nos estados

Por: G1/Globo

Acre

Os caminhoneiros do Acre aderiram à manifestação. Em Rio Branco, os manifestantes fecharam parcialmente a BR-364, no Segundo Distrito de Rio Branco na quarta.

Alagoas

Segundo a PRF, há dois pontos de bloqueios, um na BR101 e outro na BR-316. A Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito (SMTT) informou que nesta quinta-feira (24) haverá uma redução de 10% na frota dos ônibus, ou seja, da frota de 670 ônibus, 67 não vão circular.

Amazonas

Um grupo de caminhoneiros fechou parcialmente a Estrada do Marapatá, que dá acesso para as distribuidoras de combustíveis no Distrito Industrial de Manaus, no início da manhã desta quinta

Bahia

O Ceasa, na região metropolitana de Salvador, já começa a ficar sem produtos, por conta dos efeitos da greve de caminhoneiros contra o aumento no valor de diesel, que entra no 4º dia nesta quinta. Os motoristas de caminhões e carretas estão interrompendo o tráfego em rodovias de todos o país, impedindo o transporte de produtos.

Ceará

Motoristas de caminhão ampliaram os bloqueios nas rodovias federais do Ceará nesta quinta. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), sete trechos estão fechados no estado, até as 7h40.

Distrito Federal

Um grupo de motociclistas fechou a Estrada Parque Taguatinga (EPTG), no Distrito Federal, na manhã desta quinta.

Espírito Santo

Caminhoneiros impedem a entrada de produtores nas Centrais de Abastecimento do Espírito Santo (Ceasa), na BR-262, em Cariacica, na Grande Vitória, nesta manhã.

Maranhão

Nesta manhã, os caminhoneiros bloquearam o Km 5 da BR-135 situado no bairro Maracanã na zona rural de São Luís. No local, eles ocuparam as duas pistas e apenas veículos de carga não estão podendo trafegar.

Mato Grosso

Nove pontos de protesto são registrados na manhã desta quinta no quarto dia de manifestação de caminhoneiros nas rodovias federais de Mato Grosso.

Mato Grosso do Sul

A quinta amanheceu com pelo menos três protestos de caminhoneiros em Mato Grosso do Sul. Na BR-163, em Campo Grande e Dourados, e ainda na BR-262, em Três Lagoas. Em Dourados, manifestantes colocaram fogo em pneus e em Três Lagoas, caminhoneiros montaram acapamento no ponto de interdição.

Minas Gerais

Os manifestantes ocupam vários pontos de rodovias em diferentes regiões do estado. De acordo com a Polícia Militar Rodoviária, há protesto em frente à Cidade Administrativa, no bairro Serra Verde, na Região de Venda Nova, em Belo Horizonte. Segundo a PM, o ato é feito no sentido capital mineira e os caminhoneiros bloqueiam todas as faixas.

Pará

A PRF registra cinco pontos de interdição parcial dos caminhoneiros no Pará: a BR-010, no km-165, em Paragominas; já no sudeste do Estado são dois pontos, a BR-248, no km-155 em Eldorado dos Carajás e a BR-230 no km-128, em Marabá; além da região metropolitana de Belém, na BR-316, a interdição ocupa parcialmente os dois sentidos da via, no km-23 e no km-27.

Paraíba

Nesta quinta, a redução das frotas de ônibus de João Pessoa e Campina Grande permanecem. No município de Sousa, no Sertão paraibano, a partir desta quinta não haverá ônibus circulando na cidade.

Paraná

Foram registradas 55 manifestações ocorriam nas estradas federais no início desta manhã, de acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF).

Pernambuco

Mesmo com redução da frota, muitos passageiros optaram por seguir de ônibus através do TI Pelópidas Silveira, em Paulista, no Grande Recife. Por volta das 8h, havia fila para conseguir entrar no terminal.

Piauí

Um grupo de caminhoneiros bloqueou parcialmente a rodovia BR-316 na altura do km 323, em uma das saídas da cidade de Picos, a 314 km de Teresina.

Rio de Janeiro

Às 6h33, caminhoneiros protestaram na Avenida Washington Luís e chegaram a fazer uma fogueira entre os canteiros que dividem as pistas, levantando uma cortina de fumaça. O RJ conta com sete pontos de manifestação nas estradas. Um dos maiores é na Via Dutra, na altura de Seropédica. Acompanhe em tempo real.

Rio Grande do Norte

O estado amanheceu novamente com pontos de bloqueios nas principais rodovias federais que cruzam o estado. São seis pontos de interdição, onde apenas os veículos de pequeno porte estão passando.

Rio Grande do Sul

A quinta-feira começa com postos de combustíveis fechados em Porto Alegre, e alteração no transporte municipal e da Região Metropolitana. O Aeroporto Salgado Filho funciona dentro dos níveis de reserva, e orienta que os passageiros consultem voos antes de se deslocarem.

Roraima

Há bloqueios de rodovias em dez municípios. Segundo a Eletrobras, eles impediram o abastecimento de óleo diesel em usinas termoelétricase por isso será necessário realizar o racionamento da geração de energia no município de Buritis e em distritos próximos como Rio Pardo e Jacinópolis. Um rodízio será feito até que o suprimeito de óleo diesel seja normalizado.

São Paulo

A greve dos caminhoneiros está prejudicando o abastecimento de mercados municipais e provocando o aumento do preço de produtos nas feiras livres de São Paulo. Acompanhe em tempo real.

Santa Catarina

Até as 7h30, ao menos 63 pontos em rodovias federais e estaduais estavam prejudicados. Os grevistas permitem a passagem apenas de carros, ônibus e ambulâncias.

Sergipe

Por causa da redução da frota de ônibus de 30%, anunciada pela Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito de Aracaju (SMTT), os usuários da capital já começam a sentir os efeitos da medida nas primeiras horas desta quinta-feira (24). Combustível começa a faltar em postos da Zona Sul.