Após cirurgia, Bolsonaro passa o dia em repouso em São Paulo

Valter Campanato / Agência Brasil

O presidente Jair Bolsonaro passará o dia hoje (29) sob observação médica e em repouso, após sete horas de cirurgia no Hospital Albert Einstein. De acordo com o último boletim médico, ele está  “clinicamente estável, consciente, sem dor, recebendo medidas de suporte clínico, prevenção de infecção e de trombose venosa profunda”.

Por 48 horas, Bolsonaro deverá descansar, de acordo com as ordens médicas. Nesse período, o vice-presidente, Hamilton Mourão, assume o exercício da Presidência da República. Ele conduzirá hoje a reunião ministerial que tratará sobre a tragédia de Brumadinho, nos arredores de Belo Horizonte.

A operação de ontem (28) de Bolsonaro foi para reconstruir o trânsito intestinal e extensa lise de aderências decorrentes das duas cirurgias anteriores, conforme o boletim. Durante o ato cirúrgico, foi feita uma união do intestino delgado com o intestino grosso, segundo o hospital.

O porta-voz da Presidência da República, Otávio do Rêgo Barros, disse que durante a cirurgia não houve intercorrências nem necessidade de transfusão de sangue. A operação começou por volta das 7h e terminou em torno das 15h30. Bolsonaro deu entrada anteontem (27) no hospital.

Primeiras vítimas de desastre são sepultadas em Brumadinho

As primeiras vítimas do rompimento da barragem de Brumadinho começaram a ser sepultados na manhã desta segunda-feira no Cemitério Parque das Flores, no bairro Salgado Filho. O primeiro, por volta das 9h30, foi José Maurício Lana de Lemos, de 52 anos, que era motorista.
“Reconhecemos o corpo ontem, por volta de 12h30, mas como não estava em condições de ver, foi trazido direto para cá”, conta o genro. Eliandro Leal
Na sequência, foram sepultados David Marlon, de 24 anos. Pouco depois, foi sepultado Francis Marques da Silva, de 34 anos. A causa de morte dos dois foi declarada como politraumatismo contuso.

Familiares de paraense já estão em Brumadinho e continuam sem notícias

(Via perfil de Facebook)

A família da paraense desaparecida no acidente ocorrido em Brumadinho (MG), Lenilda Cavalcante Andrade, 36, já está na cidade, que fica localizada na região metropolitana de Belo Horizonte, e continua sem informações da jovem, que é técnica em planejamento da Vale. O pai, a tia e a irmã de Lenilda chegaram ao local na noite do sábado (26) e, na manhã deste domingo ( 27), já deram início às buscas por informações. De lá, eles pretendem seguir para Belo Horizonte.

De acordo com informações de Anna Quitéria, 25, prima de Lenilda, a família vem sendo atualizada por meio de um grupo de Whatsapp. “A todo momento minha tia fica passando informação a respeito dessa tragédia. Hoje de manhã (domingo, 27), eles já saíram para o local onde fica a central de apoio aos familiares para buscar alguma novidade”, disse a prima de Lenilda.

Anna encaminhou fotos de familiares no momento em que chegaram à central de apoio, em Brumadinho. A imagem registra o ex-marido de Lenilda (de casaco jeans), a mãe Maria Ivone (de calça jeans e blusa estampada) e o pai Emanuel (de casaco cinza e calça jeans).

Em uma das mensagens postada no grupo de Whatsapp enviado neste domingo (27), a tia de Lenilda, Maria das Graças, diz o seguinte: “Família, essa é real a situação dessas fotos. Alerta geral! E até agora nenhuma informação”.

Tragédia em Brumadinho: 60 mortes confirmadas, 19 corpos identificados; lista tem 292 pessoas sem contato

RESUMO

  • Barragem da mineradora Vale se rompeu na sexta-feira em Brumadinho (MG), e um mar de lama destruiu casas e vegetação da região.
  • Até o momento, há confirmação de 60 mortos; 19 foram identificados; há 292 desaparecidos, 192 resgatados, 382 localizados e 135 desabrigados.
  • Lama removeu refeitório da Vale e pousada do local em que ficavam; havia 35 pessoas na pousada; pontos da cidade seguem ilhados.
  • Buscas estão no quarto dia, e número de mortes deve crescer; 136 militares de Israel darão apoio aos bombeiros.
  • Vale suspendeu pagamento de dividendos e de bônus a executivos, e criou comitês para ajudar vítimas, reparar danos e descobrir responsáveis.

15 mil professores estão com salários atrasados em 20 municípios do Pará, diz o Sintepp

Cerca de 15 mil professores estão com salários atrasados em vinte municípios do interior do Pará, de acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Pará (Sintepp).

De acordo com a coordenação do sindicato, há atrasos em Alenquer, Aveiro, Curuçá, Oeiras do Pará, Santa Maria das Barreiras, Pau D’ Arco, Sapucaia, Breves, Anajás, Portel, Acará, Bujaru, Concórdia do Pará, Tomé-Açu, Moju, São João de Pirabas, Mãe do Rio, São Caetano de Odivelas, Irituia e Terra Alta.

O sindicato disse que as prefeituras dos municípios atrasaram o pagamento há três meses, em outros um ou dois meses, além do corte de 50% nos salários.

Em Breves, no Marajó, um grupo de professores realizou um protesto nesta sexta, em frente à Secretaria de Educação do município, reclamando o atraso no pagamento de salários. De acordo com os manifestantes, a prefeitura ainda não apresentou proposta para o pagamento.

Duas barragens do Pará são classificadas de alto risco

O Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) considerou duas das 66 barragens em funcionamento no Pará em situação de alto risco. O Governo do Pará está realizando uma fiscalização de urgência em todas as barragens presentes em solo paraense.

O Governador Helder Barbalho lamenta à tragédia que aconteceu em Brumadinho, Minas Gerais, e se disponibilizou para ajudar a família da paraense Lenilda Cavalcante Andrade, que está desparecida na tragédia.

O comandante dos Bombeiros de MG, Coronel Edgard Estevo, informa que o número de mortes confirmadas subiu para 37, 256 pessoas estão desaparecidas e 192 resgatados até o momento.

O rompimento da barragem em Brumadinho foi no início da tarde desta sexta, 25. O trabalho de buscas deve se prolongar por semanas.

Pastor evangélico é preso em Xinguara, no PA, suspeito de aliciar adolescentes

Um pastor de igreja evangélica foi preso em Xinguara, suspeito de aliciar adolescentes, segundo informações divulgadas neste domingo (27) pela Polícia Civil.

A prisão ocorreu após denúncia da irmã de uma das vítimas. Segundo o relato, o religioso se aproveitava da posição para aliciar os adolescentes.

A Polícia reuniu provas obtidas via celular e determinou que policiais saíssem em diligências com intuito de localizar o pastor, que foi detido em frente à residência onde morava e foi autuado em flagrante.

Presa mulher apontada como uma das maiores estelionatárias em atuação no Pará

Uma mulher, apontada pela polícia como uma das maiores estelionatárias em atuação no Pará, foi presa em flagrante no sábado (26) em Castanhal, nordeste do Pará. Segundo a Polícia Civil, ela e o companheiro, que também foi preso, são acusados de envolvimento em uma associação criminosa responsável por aplicar golpes em idosos. Eles já estavam com mandados de prisão decretados pela Justiça.

Denúncias de vítimas levaram a polícia a investigar o caso durante a operação denominada “Xeque-Mate”. De acordo com a delegada Vanessa Lee, titular da Divisão da Prevenção e Repressão a Crimes Tecnológicos (DPRCT), o golpe ocorria após os acusados, Kelly Cristina da Silva Alves e Henry Rodrigues de Souza, se aproximarem de idosos, passando-se, na maioria das vezes, por funcionários de instituições bancárias das quais as vítimas eram clientes.

“Os autores se dirigiam até as residências das vítimas para pegarem os respectivos cartões bancários e, de posse de informações privilegiadas obtidas junto às instituições financeiras, conseguiam realizar diversas compras, transferências e saques com os valores existentes nas contas”, explica a delegada.

A paraense Kelly Cristina da Silva Alves é conhecida pelo histórico de golpes aplicados no Pará e no Brasil desde o início da década de 2000. Segundo a polícia, existem dezenas de processos judiciais em tramitação no poder judiciário contra ela por crime de estelionato. A maioria das vítimas são pessoas idosas. Ela já tem diversas passagens pela Polícia Civil e pela Polícia Federal do Pará e em outros estados brasileiros, como no Rio de Janeiro e no Ceará.

Operação prende suspeitos de explodir e assaltar agência do Banco da Amazônia

Três suspeitos de participarem de assalto a uma agência bancária do Banco da Amazônia foram presos na operação Maracajá da Polícia Civil nesta quinta-feira (24), no sudeste do Pará. Dois deles foram detidos em Tucuruí e um em Redenção.

assalto, na modalidade conhecida como “vapor”, ocorreu em 7 de agosto de 2018 em Pacajá, no sudoeste do estado. O trio seria integrante de um grupo de dez homens que utilizaram explosivos e armamento de grosso calibre para roubar dinheiro de dois cofres da agência, de acordo com as investigações.

As ordens de prisão foram expedidas pela Comarca de Pacajá e cumpridas por agentes da Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos de Cargas (DRFC).

O titular da DRGC, delegado Gabriel Batistas, disse que outros suspeitos já foram identificados e que devem responder à Justiça, sendo possível que mais mandados sejam cumpridos.

Condenado por chacina da Fazenda Ubá chega de avião na capital

Parece ironia. No dia em que dezenas de pecuaristas da região fizeram manifestação em Marabá cobrando do estado mais rigor contra as invasões de propriedades rurais, o fazendeiro José Edmundo Ortiz Vergolino, condenado a mais de 152 anos de prisão pelo massacre da Fazenda Ubá, foi preso em sua residência. O crime pelo qual foi condenado ocorreu em 1985.

A logística empregada pelo governo do estado para transportar o prisioneiro, agora com 82 anos de idade, mostra que Helder Barbalho pretende usar a prisão de José Vergolino – que teve repercussão internacional – como cartão de visita de como deverá atuar em relação à criminalidade.

Segundo o advogado, o mandado de prisão contra seu cliente havia sido expedido em 2017, mas ele não tinha conhecimento e só agora foi cumprido.

José Vergolino, filho do saudoso José Mendonça Vergolino, prefeito de Marabá na década de 1960, é acusado de ser mandante da execução de oito trabalhadores rurais ocupantes da Fazenda Ubá, em 1985, em São João do Araguaia.

Ele chegou a ser julgado e condenado pelo Tribunal de Justiça do Pará e pela Corte Internacional de Direitos Humanos (CIDH), que também condenou o Brasil e o Pará pelo episódio. O pecuarista chegou a cumprir pena em 2006, no Centro de Recuperação Agrícola Mariano Antunes (Crama), em Marabá, mas teve concedida a prisão domiciliar.

Em 2007, as Câmaras Criminais Reunidas lhe concederam alvará de liberdade provisória. Em 2010, foi firmado um acordo entre os familiares das vítimas, o Estado Brasileiro e o Pará sobre o caso na CIDH. Mas somente em 2017 foi expedido um novo mandado de prisão preventiva, pela 2ª Vara do Tribunal do Júri da Capital.